Túrelie Lennan Clériga - Elfa

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Túrelie Lennan Clériga - Elfa

Mensagem  Mari, a pequena em Seg Ago 06, 2012 12:41 pm

História

Taliesin e Anael eram um casal de elfos jovens, com personalidades opostas e ninguém entendia bem a razão de estarem juntos. Anael era uma guerreira forte, independente, andarilha e que gostava de aventuras. Um dia ela conheceu um Clérigo de bom coração e inacreditavelmente se apaixonaram. Casaram. E tiveram uma filha.

A nova família mudou-se para um vilarejo no meio do nada, localizada em terra de ninguém, atrás de algumas montanhas e do lado de um cemitério. Era Griefwood.

As pessoas não apreciavam ficar por lá, visto que só haviam algumas voltadas à proteger e cuidar de um milenar cemitério. Histórias de terror à parte, ninguém gosta de fantasmas, mortos vivos, cadáveres e esqueletos soltos por ai. E ninguém de fora sabia o que era ou não verdade, e ninguém se arriscaria a toa.

Logo no início, a pequena elfa se interessou pelo trabalho do pai, pois passava a maior parte do seu tempo com ele, já que a mãe sumia por meses em busca de aventuras, não conseguindo se estagnar "no fim do mundo". Anael só era um pouco jovem demais, longe de ser séria e responsável. Isso fez com que o casal se separasse e Taliesin encontrou em alguma feiticeira humana de Griefwood o que ele procurava. Anael então tornou-se uma incógnita para Túrelie. A mãe desaparecera e eles nunca mais a veriam dali para frente.

Túrelie só ausentou-se de casa na época de seguir o clericato em algum templo ou igreja. Nunca se interessou em seguir ordens específicas de um Deus, e assim foi feito. Retornou para Griefwood anos depois encontrando o pequeno vilarejo um pouco diferente.

Havia por volta de 30 habitantes, com metade sendo desconhecidos para ela. E como ninguém, além de mortos, iam para lá, eles se viravam (até que bem) para se auto-sustentarem. E conseguiam. Túrelie interessou-se por alquimia e um velho conhecido de seu pai a recebeu como uma espécie de "discípula", tornando-a "aquela que criava coisas para a aldeia".

Havia agora uma meia-irmã, meio-elfa, filha de seu pai com a humana feiticeira. Estranho, mas ela gostava da menina. Não que ela fosse boa o suficiente, mas tinha algo nela ali que seria bom, já que fazia parte de certa forma da sua família. Ela viveria bem menos do que Túrelie e por isso tentava aproveitar certos momentos íntimos e familiares.

Taliesin tornara-se o "Prefeito" de Griefwood, respeitado e um pouquinho poderoso. Era leal e bom e cuidava de todos com bondade e altruísmo. Coisas que a elfa adquirira de seu pai como valores morais.

Um dia qualquer, ela e a irmã foram buscar suprimentos para o cemitério (componentes mágicos, rituais, velas) na cidade mais próxima. Ficaram mais de uma semana fora, e quando retornaram sentiram algo estranho vindo dos arredores.

Alguns mortos vivos por ali, com a certeza de que aqueles corpos eram pertencentes à moradores do vilarejo. A elfa estava começando a ficar preocupada sentindo uma aura maligna a cada passo que se aproximavam. Imaginem A destruição. Tudo devastado, como se tivessem jogado uma bomba no centro que afastou e jogou pelos ares as casas, templos e pequenas construções. O cemitério bem cuidado e organizado estava irreconhecível e todos os mortos se ergueram para proteger o infeliz causador de tudo aquilo. Dark, heim?

Ambas conseguiram abrir passagem para o templo principal, única construção ainda em pé, e de onde vinha luzes fracas e gritos estridentes. Foi difícil maltratar os corpos daqueles que eram amigos, conhecidos, madrasta... Mas... Alcançaram o que queriam.

Túrelie deu um grito de susto e perdeu força nas pernas quando viu seu pai em um ritual profano para transformá-lo em um servo de um Necromante filho da mãe, chamado Salazar. As meninas não dariam conta dele sozinhas e TALVEZ o pai conseguisse se não estivesse preso por várias correntes, amarras, com o corpo todo mutilado, sangrando, semi-morto e gritando.

O Necromante riu, falou algumas coisas provocativas e quando insinuou que as transformariam em "mais duas do exército", uma proteção de luz as rodeou e as prendeu. Era uma abóboda brilhante e levemente transparente, como uma semi-esfera protetora. Salazar não poderia atacá-las e elas não conseguiriam sair de lá de dentro. Para horror das duas, ficaram imobilizadas pela magia do pai, que as salvaria, enquanto veriam ele morrer e o Necromante fugir, largando para trás o que havia criado.

Túrelie em choque sem ter o que fazer, fez a única coisa que poderia: orar. Começou a pedir com desespero e fervor que alguma coisa as ajudasse, que alguma entidade lhe atendesse. Foi quando um insight ocorreu e lembrou-se de Pharasma. Um ódio muito intenso por mortos-vivos, profanando o que ela tinha de mais sagrado para si (amigos e família), sujando e amaldiçoando o local que passaram a vida inteira cuidando e protegendo... E o intenso desejo de acabar com com o que via. Isso fez Pharasma conceder-lhe poderes para tal.

Não que a irmã feiticeira entendesse o que se passava exatamente, mas teve ligeira idéia de que as luzes que rodeavam a elfa eram de algum Deus atendendo à apelos. E o círculo de magia ao redor das meninas se desfez.

Imaginem uma elfa com raiva de ter visto tudo aquilo, com uma divindade protegendo-a e lhe concedendo poderes, acabando com a profanação do local.

As duas "limparam" tudo com Túrelie quieta, silenciosa, sem dizer uma palavra. E perceberam que não haveria mais motivos para Griefwood continar existindo como um vilarejo, mas apenas como um grande cemitério no meio do nada, atrás das montanhas, em terra de ninguém. E resolveram partir, em busca de vingança.
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Mari, a pequena

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